Geometria e balanceamento

  • O veículo deve ser realinhado a cada troca de pneus
  • É necessário que o pneu esteja alinhado ao solo, principalmente para a aderência nas curvas. A montadora do veículo fornece os dados para cada carro, que deve retomar sua origem após alterações. O uso do automóvel na estrada desalinha o carro, não permitindo desempenho máximo do pneu.

    A recomendação é de que o carro passe por geometria a cada 7 a 10 mil quilômetros rodados. Por dados da GIPA, de 2006, a média rodada pelo brasileiro é de 13,275mil km/ano.

    A falta de verificação degrada a suspensão, retirando os ângulos do veículo.
  • Como fazer o rodízio dos pneus?
  • Para otimizar o uso dos pneus, o rodízio deve ser feito de maneira unidirecional. Ou seja, os que estiverem sendo usados na parte traseira apenas passam para frente, no mesmo lado do automóvel. Não é recomendada a troca cruzada, pois é possível que haja desgastes irregulares. O rodízio unidirecional evita que o carro seja puxado pelo pneu mais desgastado.

Calibragem

  • A vida útil do pneu é determinada pelo uso certo para o carro, pelo alinhamento do veículo e pela pressão recomendada pelo fabricante do veículo. Usar o pneu cheio o vazio demais pode desgastar de forma desigal a borracha (confira na imagem ao lado).
    Essa pressão pode ser encontrada no manual do automóvel. É recomendada a verificação semanal ou quinzenal da pressão e calibragem.
  • Feriado: veja dicas para pegar a estrada com os pneus em dia - Especialista da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos dá dicas sobre cuidados essenciais
  • Você que vai viajar neste feriado, muita atenção. Antes de pegar a estrada, é importante verificar seu automóvel e seus itens de segurança para ter certeza de que é seguro viajar. Dentre os itens que precisam ser revisados, os pneus estão entre os mais importantes. Trafegar com pneus carecas, por exemplo, é extremamente perigoso e imprudente, além de ser uma infração de trânsito. O assunto é sério e merece atenção.
  • Para saber se tudo está em dia, confira trechos da entrevista do consultor técnicos da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) Giovanni Carlo Rossi.
  • 1) Que cuidados o motorista deve ter com os pneus antes de pegar a estrada?
    Em primeiro lugar, o motorista deve verificar o desgaste do pneu. Para fazer isso, é simples, é só checar se o pneu atingiu ou superou o limite de 1,6mm de profundidade dos sulcos e, se isso ocorrer, a troca deve ser providenciada antes da viagem.
  • O motorista também não deve esquecer do estepe. Ele tem que estar em boas condições e pronto para o uso no caso de necessidade de troca. Vale lembrar, embora a maioria dos motoristas saibam disso, que é importante calibrar os pneus levando em consideração o peso que se está levando. Um carro carregado de malas e com quatro passageiros, por exemplo, pode exigir uma calibragem maior do que um automóvel sem bagagem e apenas com o motorista.
  • 2) Como é este indicador da marca de 1,6 mm que indica quando o pneu deve ser trocado?
    Para ajudar os motoristas a saber quando está na hora de trocar o pneu, existe um indicador na banda de rodagem. Tecnicamente, ele é chamado de Tread Wear Indicator (TWI). É uma saliência de borracha com altura de 1.6mm que é colocada dentro do sulco do pneu. TWIQuando o desgaste do pneu atinge esse indicador, significa que já está no limite de segurança e é hora de trocá-lo.
  • 3) Qual a calibragem ideal?
    Os pneus devem ser calibrados semanalmente de acordo com a indicação do manual do fabricante. É importante levar em consideração também o peso que se está levando no veículo.
  • 4) Como sei qual o pneu mais adequado para o meu carro?
    Diferentes carros, portanto, necessitam de pneus de concepções absolutamente diferentes e coerentes com as exigências de cada um. Para saber o pneu adequado para um carro, o proprietário deve consultar o manual do veículo
  • 5) Qual a durabilidade para utilização dos pneus?
    A duração dos pneus depende de uma série de fatores como a carga sobre o pneu, da pressão do pneu, da maneira de dirigir do motorista, da velocidade, da regularidade de marcha, das condições mecânicas do veículo, da concentração de tráfego e ainda outros fatores como clima e temperatura ambiente.
  • Como não é possível determinar uma quilometragem específica para a troca de pneus, é muito importante que o motorista fique atento para o limite de segurança de desgaste que é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos.
  • 6) Quando o motorista deve realizar o balanceamento e alinhamento dos pneus?
    O balanceamento das rodas + pneus ou alinhamento do veículo deve ser realizado a cada 7.000 a 10.000 kms rodados, quando surgirem vibrações, na troca ou no conserto do pneu, quando o veículo sofrer impactos na suspensão, quando apresentar desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão ou quando o veículo estiver puxando para um lado.
  •  

 

Na substituição de apenas dois pneus novos a San Mathias sempre recomendou a colocação deles no eixo dianteiro.

Este foi um questionamento de um consumidor ao correio técnico da Revista CARRO, do mês de abril de 2010, pág. 32, e a recomendação técnica coaduna com a recomedança da San Mathias, senão vejamos a reportagem:

"ONDE POR OS NOVOS

Circula na internet um vídeo em que a jornalista Milene Rios transmite a informação de que no caso de se comprar dois pneus novos, deve-se mandar colocá-los no eixo traseiro. Isso está certo? Sempre pensei que fosse na dianteira, menos no Fusca 1978 que tenho, junto de um novo ford Ka. Leonardo Siggia - São Paulo, SP.

Vamos por partes. A noção geral é que se deve respeitar a profundidade de sulco mínima de 1,6 mm. Há, inclusive, marcas em quatro pontos da banda de rondagem chamadas Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem (Tread Wear Indicator, TWI) correspondentes exatamente àquela medida-limite.

Só que ela é insuficiente para a segurança no molhado, por permitir a ocorrência da aquaplanagem, mesmo em velocidades que imaginamos serem seguras. Motoristas mais experientes e conscienciosos evitam rodar com pneus abaixo de meia-vida, de profundidade de sulco 4 mm (no pneu novo é 8 mm). Esse procedimento é ainda mais importante quando a drenagem das estradas é deficiente.

Sobre a sua pergunta, NOVOS NA FRENTE SEMPRE, uma vez que não ocorre aquaplanagem dos pneus traseiros pelo fatos dos dianteiros 'secarem' a pista pela qual os traseiros vão passar.

A aquaplanagem da dianteira é uma das ocorrências mais perigosas e desconcertantes, especialmente para motoristas de média habilidade, que podem se assustar, tentar esterçar e quando as rodas esterçadas restabeleceram contato com a pista, resultar numa guinada para um dos lados capaz de se converter num sério acidente.

Portanto, os melhores pneus devem ficar na dianteira sempre, até e especialmente nos hoje raros carros de motor e tração traseiros como o Fusca, cujo pouco peso à frente favorece a aquaplanagem." (grifo nosso).

CAMBAGEM

Seu carro precisa regular a cambagem?

Veja como garantir que seu carro faça curvas com segurança

Texto: Daniel Barbosa Fotos: Renato Takahashi (23-09-08)

Na semana passada prometi esclarecer algumas dúvidas sobre um tema ainda pouco discutido, mas que é muito importante para que qualquer carro possa andar em segurança por aí – a cambagem.

Muitas pessoas não conhecem o serviço de cambagem, mas é ele que garante o equilíbrio dos pneus de acordo com as especificações do fabricante. Alguns carros têm esta cambagem positiva (quando os pneus estão voltados para fora) e outros com a cambagem negativa (pneus voltados para dentro). A cambagem nula (pneus diretamente em um ângulo reto) só é encontrada quando o carro está fazendo uma curva, neste momento as rodas “buscam” pela cambagem zerada para garantir que o carro faça a curva com segurança.

Para saber quando seu carro precisa da cambagem, você deve verificar na parte da frente de seu veículo. Os pneus devem estar o mais perto possível do ideal que seria o ângulo reto. Um lado nunca pode estar mais inclinado que o outro.

Sempre que fazemos aqui na Oficina o alinhamento e o balanceamento também nos preocupamos em fazer a cambagem para garantir que o carro estará com tudo regulado. No caso de positividade a direção fica mais leve, porque as rodas aproximadas para fora diminuem o desgaste das articulações da direção. Já com a negatividade quando as suspensões são independentes uma roda ou outra pode ficar positiva após muito tempo de uso, então a atenção deve ser bem maior. O ideal é que você procure por bons profissionais e também sempre observe a frente do seu carro, pois a observação é um bom início para saber se as rodas estão na posição correta ou não.

Fique esperto para não ficar na mão por aí!

Daniel Barbosa é especialista em mecânica e um dos líderes da Dimension Customs,
a produtora dos carros do quadro Lata Velha, do Caldeirão do Huck.

MANUTENÇÃO


CORREIAS, TENSIONADORES E MANGUEIRAS


CORREIO MECÂNICO: FEVEREIRO 2009


CORREIO MECÂNICO: FEVEREIRO 2009


OFICINA BRASIL: DEZEMBRO 2008



Fonte: Bom dia Brasil dia 18/12/2008

Fazer revisão no carro é fundamental para evitar acidentes

Milhares de brasileiros vão pegar a estrada neste fim de ano. Mas você já fez a revisão no carro? É bom tomar cuidado para não ter uma surpresa desagradável durante a viagem.

Muita gente fica empolgada com a viagem e se esquece de revisar alguns itens básicos. Esquece que os pneus ficam carecas, esquece que eles precisam ser alinhados e balanceados e que o óleo precisa ser trocado. Resultado: 20% dos acidentes que acontecem nas estradas brasileiras são causados por má conservação dos pneus.

Nas ruas, cada motorista tem uma preocupação. “Com óleo e água”, diz a assistente comercial Patricia Cervelini.

“Eu rodo muito. Quando viajo, sempre calibro os pneus e faço uma revisão geral de mecânica e elétrica”, comenta o instalador de equipamentos eletrônicos Marcio Cortenovi.

O analista de marketing Jeferson Belieri deixou o carro na revisão antes de viajar. Mesmo assim, “acabei tendo uma grande surpresa na viagem. Fiquei duas horas parado no local e tive que desembolsar R$ 250”, conta.

Para evitar transtornos durante uma viagem, o motorista deve ficar atento há alguns sinais do carro. O pneu, por exemplo, não pode estar muito gasto. Já vazamento pode ser problema no motor, câmbio ou até no freio. A bateria deixa muita gente na mão. Observar detalhes como a cor da água no radiador pode prevenir panes.

“Ela tem que estar no nível, e a coloração não pode estar totalmente transparente e nem com cor de ferrugem. Tem que estar sempre na coloração original do fabricante”, explica o gerente Sérgio Queiroz.

Atenção também para alguns tipos de fluídos, como os que vão nos freios. “Se você tiver abaixo do fluido de freio, você tanto pode perder a frenagem do veículo como ter dificuldade de engate de marchas”, afirma Sérgio Queiroz.

Entre tantas recomendações, o que é obrigatório? “Checar principalmente itens de segurança, como freios, a parte de suspensão, motor, óleo, lanternas e faróis, justamente para você não ficar no meio da estrada”, aconselha o ger. técnico Instituto de Qualidade Automotiva Sérgio Kina.

E quem tem carro flex - um cuidado a mais: o combustível. “Não é porque você tem um flex que vai misturar gasolina e álcool na proporção que quiser e o carro tem que responder. É fazer essa alternância de tanques de combustível e fazer regularmente uma limpeza de bico de injeção”, alerta o gerente Sérgio Queiroz.

De nada adiantar estar com a revisão do carro em dia e depois abusar no volante. No natal e no fim de ano, a Polícia Rodoviária Federal intensifica a fiscalização nas estradas que cortam o país.

A repórter Mariana Ferrão esteve na Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Os abusos mais freqüentes dos motoristas são: excesso de velocidade, beber antes de dirigir, fazer ultrapassagens perigosas e também não respeitar uma distância segura do carro que está à sua frente.

A expectativa da Polícia Rodoviária Federal é que o movimento comece a aumentar em todas as estradas do país a partir da noite do dia 23 de dezembro.

Dicas para viajar em segurança

A repórter conversou com o inspetor da PRF Tibério Freitas.

Bom Dia Brasil – O que as pessoas têm que fazer para evitar acidentes?

Tibério Freitas – Além dos cuidados com veículo, o motorista também deve viajar descansado, principalmente quando ele tem criança e toda a família dentro do carro. Em uma viagem longa, você deve programar a sua parada. Além disso, você deve conhecer o trajeto - os pontos de parada e de abastecimento – e principalmente respeitar a legislação de trânsito. Isso é o mais importante.

Existem trechos que são mais perigosos nas estradas do país. Quais são eles?

A gente não considera trechos mais perigosos. Todo trecho é um trecho potencial de acidente. Então, é necessária a atenção em toda a viagem. Um lugar, que pareça ser tranqüilo, pode acabar se tornando um local de acidente.

A Polícia Rodoviária Federal vai intensificar a fiscalização por causa da lei seca este ano?

Desde o início da lei seca, todo o efetivo da PRF está preparado para fazer a fiscalização. É possível que motorista tenha a sua condição psíquica verificada, independente de um comando especial ou não. Então, em toda fiscalização, o motorista pode ter verificada a sua condição quanto ao seu bem-estar.

Tem chovido muito. Há alguma maneira de saber com antecedência se a estrada, pela qual ele vai passar, tem algum trecho bloqueado?

Ele deve ficar, principalmente, atento ao noticiário que muita informação sobre isso, verificar os sites que dão a condição do tempo naquele momento e assim programar a sua viagem.

Outra dúvida muita comum entre motoristas - principalmente aqueles que vão para a praia - é se eles podem dirigir descalços. Podem sim. Dirigir descalço é permitido. O que é proibido, por causa do risco de acidentes, é dirigir com calçados que saem do pé e que podem enroscar nos pedais, como os chinelos de dedo ou sandálias.



Você realmente sabe o que está escrito na lateral do pneu?

Uma explicação rápida é dada abaixo sobre os elementos que fazem a designação completa do pneu e o significado individual dos números e das letras.
O que 205/55 R16 91 W significa realmente?

205: largura da secção do pneu em milímetros.
55: representa em porcentagem, a altura da secção do pneu em relação a largura.
R: código para o tipo de pneu (R: pneu radial).
16: diâmetro do pneu em polegadas.
91: índice de carga (carga máxima permitida).
W: velocidade máxima aprovada (V: até 240 km/h [150 mph]; W: até 270 km/h [168 mph]; ZR: dentro da designação do tamanho, acima de 240 km/h [150 mph]).

* Pneus conservados valorizam o preço do veículo

Manter o item em bom estado pode evitar uma perda de cerca de R$ 1,5 mil na hora de revender o automóvel.

A parte estética é importante na hora de revender o carro. Pintura, estofado dos bancos e rodas valorizam um pouco mais veículo e são fatores determinantes para garantir um bom negócio. Entretanto, os pneus, muitas vezes, são deixados de lado, o que significa uma perda expressiva.

De acordo com o consultor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito federal (Sincodiv/DF), Antônio Vaz de Oliveira, pneus mal conservados podem representar uma desvalorização que varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil.

Para evitar que isso ocorra, o proprietário do automóvel precisa ter algumas precauções. Cuidados simples evitam o desgaste prematuro dos pneus e garantem a segurança do motorista, principalmente, em época de chuvas. Oliveira considera que esse item deve ser trocado, em média, a cada 60 mil quilômetros rodados. Mas dependendo do uso e da manutenção pode durar mais. "Primeiramente, o condutor do veículo deve ler com atenção o manual do automóvel e realizar as manutenções indicadas pela fábrica", completa.
Fazer o rodízio de pneus a cada 10 mil quilômetros, utilizando o estepe, é um procedimento simples que pode aumentar a vida útil desses itens. Pelo mesmo período de tempo, é indicado realizar a manutenção preventiva de todo o carro, incluindo, sobretudo, a verificação de amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas, que atuam diretamente sobre os pneus. "Qualquer barulho na suspensão é sinal de que alguma peça está fora do lugar. Nesse caso, deve-se identificar o problema o mais rápido possível. Caso contrário, certamente, haverá um desgaste maior dos pneus", afirma Antônio.

A calibragem certa também é determinante para manter o item em bom estado. Tanto o excesso quanto a falta de libras ocasiona a deformação do pneu. Se estiver muito cheio, o desgaste é mais evidente no centro. Ao contrário, as laterais se deformam com mais facilidade. O manual do proprietário indica a quantidade correta.

Outra dica de Oliveira é monitorar o indicador de desgaste da rodagem. Trata-se de uma parte mais alta, localizada dentro de um dos sulcos do pneu, que mostrará o momento ideal para se efetuar a troca. Os buracos na pista, igualmente, não podem ser ignorados. Mesmo após um impacto, por menor que ele seja, é essencial verificar se alguma peça da suspensão foi atingida. "Ás vezes, o problema é imperceptível, mas que ocasiona o desgaste prematuro do pneu. Esses são alguns cuidados que garantem a segurança do próprio motorista e mantém a boa dirigibilidade do veículo", conclui.

Fonte: Revista Fator Brasil e Revista Correio Mecânico - Outubro de 2008.




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